O Papa Leão XIII, com a Encíclica Rerum Novarum, deu início a uma série de documentos, hoje reconhecidos como base da Doutrina Social da Igreja. Ler, refletir e colocar em prática a mensagem destes documentos, mais do que uma obrigação, passa a ser um imperativo da nossa fé cristã.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quem comerá as armas que o mundo compra???
Primeiramente, vale recordar que segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, a FAO, seria suficiente que os governos de todo o mundo destinassem 30 bilhões de dólares para a agricultura, e a fome seria erradicada. Esse valor é irrisório se comparado à despesa com a compra de armamentos, que chegou a 1.340 trilhões de dólares."
Na América Latina e Caribe, a capacidade de produzir alimentos supera as necessidades energéticas mínimas de todos seus habitantes, mas a distribuição da riqueza é a mais desigual do mundo. Das cerca de 53 milhões de pessoas que padecem a fome, a anemia atinge uma média de 22 milhões de crianças em idade pré-escolar e 33 milhões de mulheres em idade reprodutiva. Já a desnutrição crônica maltrata cerca de nove milhões de meninos e meninas latino-americanos e caribenhos.
Alguns fatores contribuem para esta realidade latino-americana e caribenha: o acesso à alimentação e o aumento nos preços dos alimentos que compõem a cesta básica. Em alguns países, os preços dos produtos aumentaram em 50% entre 2003 e 2008.
Sob o lema “Conseguir a Segurança Alimentar em época de crise”, o Dia Mundial da Alimentação lembra que a fome acentua a pobreza dos povos e limita o desenvolvimento dos países. Assim, os mais afetados pela crise global são, justamente, os grupos de maior vulnerabilidade do planeta: povos indígenas e afro-descendentes, crianças, mulheres grávidas e pessoas soropositivas.
O desinteresse político em resolver o problema compromete o primeiro tópico dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecido em 1996 pela ONU: reduzir à metade a pobreza extrema e a fome mundial até 2015. (CM - © Rádio Vaticano 2008)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
CNBB - CARTA ÀS IRMÃS E AOS IRMÃOS DAS CEBS E A TODO O POVO DE DEUS - Notícias CNBB - Notícias
... Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados...” (Mt 5, 3.6)
1. Nós, participantes do XII Intereclesial das CEBs, daqui das margens do Rio Madeira, no coração da Amazônia, saudamos com afeto as irmãs e irmãos de todos os cantos do Brasil e dos demais países do continente, que sonham conosco com novos céus e nova terra, num jeito novo de ser igreja, de atuar em sociedade e de cuidar respeitosa e amorosamente de toda a criação!
Leia o texto completo em:
CNBB - CARTA ÀS IRMÃS E AOS IRMÃOS DAS CEBS E A TODO O POVO DE DEUS - Notícias CNBB - Notícias: "CARTA ÀS IRMÃS E AOS IRMÃOS DAS CEBS E A TODO O POVO DE DEUS"
quarta-feira, 15 de julho de 2009
A Enciclica Caritas in Veritate
Clic aqui para ler a Encíclica em Português, no site do Vaticano:
terça-feira, 14 de julho de 2009
Bento XVI, um Papa social
A encíclica "Caritas in veritate", de Bento XVI, gerou um pouco por todo o mundo uma verdadeira chuva de reacções, com os mais variados elogios, que chegaram mesmo ao ponto de defender a atribuição de um prémio Nobel da Economia ao Papa.
Na sua edição de hoje, o semanário Agência ECCLESIA apresenta as opiniões de um conjunto de especialistas nas áreas da cooperação, da economia, da teologia e da ajuda ao desenvolvimento sobre um texto unanimemente considerado desafiante e inovador.
António Bagão Félix fala numa encíclica notável, cuja "palavra-chave" é a de "desenvolvimento humano".
"Um desenvolvimento integral, autêntico, libertador, pluridimensional. Um desenvolvimento associado à ética e à responsabilidade pessoal e social. À justiça distributiva e não apenas à justiça contratual e comutativa. À capacidade de conciliar Mercado, Sociedade e Estado. À afirmação do princípio da subsidiariedade para «governar a globalização». À necessidade de ultrapassar a ideologia tecnocrática dominante", afirma.
O especialista fala ainda do relevo dado "ao «ser mais e melhor» e não apenas «ao incremento do ter». À importância das energias morais para neutralizar os excessos alienantes de produtivismo e de utilitarismo. À sustentabilidade social, demográfica e geracional que erradique a primazia da lógica estrita do curto-prazo".
Ulisses Garrido, sindicalista, membro do grupo Economia e Sociedade da CNJP e vice-Presidente do Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos, considera que Bento XVI abre caminho para uma nova "síntese humanista".
"O mundo tem necessidade duma renovação cultural profunda e dum regresso aos valores essenciais", escreve, antes de sublinhar que "o mundo velho já não serve".
"A crise não poderá solucionar-se com o regresso ao passado, ainda que mais moderado! É preciso não nos socorrermos de ideologias simplificadoras da realidade e examinar com objectividade", alerta.
Para Francisco Sarsfield Cabral, o essencial está "no aprofundamento antropológico e teológico das questões que a encíclica aborda. E na fundamentação metafísica das mensagens éticas que transmite".
"Trata-se, assim, de um texto típico de Bento XVI. Há muito que o teólogo Ratzinger tem como principal alvo das suas críticas o relativismo, a ideia - filosófica, mas com grande expressão prática no mundo actual - de que tudo se equivale, nada sendo susceptível de sólida justificação. No plano moral, esta visão das coisas tem, ou pode ter, consequências devastadoras. É que uma "concepção débil da pessoa" (expressão de J. Ratzinger) é incapaz de dar força aos direitos humanos e às exigências éticas de fundo", acrescenta.
Já o Pe. José Augusto Duarte Leitão, Responsável da AEFJN-Portugal, centra a sua reflexão nas indicações deixadas sobre o desenvolvimento, que "deve ser integral e universal, inclusivo e participativo, subsidiário e solidário, justo e amigo do bem comum, ecológico e sustentável, fundado no amor e na verdade".
"Por outro lado, Bento XVI identifica algumas opções que não contribuem para o desenvolvimento e que enumero sumariamente: o assistencialismo e a dependência, a exclusão e o monopólio, a exploração e especulação, a ilegalidade e a corrupção, a falta de transparência e o autoritarismo, a violência e a procura desenfreada do lucro, as políticas contra a vida e o meio ambiente, as relações desiguais por motivos culturais, religiosos, de poder ou tecnológico", refere.
Henrique Pinto, da Associação CAIS, diz que "Bento XVI não só parece desejar dialogar com uma religião sem religião, uma teologia sem teologia, numa relação aberta e interdisciplinar, como consegue com que os termos da sua encíclica sejam reconhecidos por quem hoje não absolutiza certamente uma particular transcendência mas vive o cuidado pelo outro como transformação pessoal, numa dedicação ao Mais que excede o momento presente e a história humana não esgota".
O teólogo João Duque, secretário da Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e Ecumenismo, mostra como pode haver lugar para uma "lógica do dom" na economia mundial, a partir do texto papal.
"Habitualmente, os sistemas económicos mais recentes - denominados genericamente capitalistas - assentam na lógica do lucro, pretendendo que esse seja o motor do progresso e desenvolvimento dos povos. Mas, sobretudo devido à recente crise económico-financeira global, parece tornar-se cada vez mais evidente que essa lógica não é absoluta e que parece não conduzir aos resultados que promete. Em realidade, apenas serve para realizar o interesse de poucos. Nesse contexto, Bento XVI lança o desafio à aplicação pragmática, nas relações económicas à escala global, da dimensão do gratuito, da dádiva desinteressada", indica.
domingo, 12 de julho de 2009
"CARITAS IN VERITATE"
Há mais de 40 anos da Populorum Progressio, o Papa Bento XVI acaba de publicar a Carta Encíclica Caritas in Veritate, Caridade na Verdade. Ancorando-se na encíclica de Paulo VI, publicada em 1967, o Papa retoma o tema do desenvolvimento dos povos como pano de fundo para a justiça e a paz. “O desenvolvimento é o novo nome da paz”, já dizia Paulo VI, no texto escrito logo após o Concílio Ecumênico Vaticano II. Se os anos 60 foram marcados pelo fantasma da guerra fria e do poder nuclear de destruição, hoje é a crise econômica mundial que ronda nossas portas. Daí o retorno ao tema da paz ligado ao desenvolvimento integral.
Logo na introdução da encíclica, o pontífice aponta o caminho que deverá percorrer no desenvolvimento do tema: “Pela sua estrita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica da humanidade e como elemento fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade” (CV, Nº 03). A caridade transforma-se em ação transformadora quando guiada pelo farol da verdade. Somente assim se estabelecem as bases para uma justiça real e não apenas retórica.
Em seguida, o papa procura resgatar o conceito original e bíblico da palavra caridade como amor ativo, amor que produz obras de justiça social. Ao longo dos tempos, o amor-caridade perdeu sua incidência solidária e sua dimensão social. Revestiu-se de uma espécie de emotivismo inócuo e ineficaz, ou então de um mero assistencialismo, sem preocupação com as mudanças mais profundas da sociedade. Chegou a ser sinônimo da ação pessoal em favor dos necessitados. Como converter esse impulso em ação coletiva de transformação? Essa parece ser a preocupação de fundo do Papa: “Sem a verdade, a caridade cai o sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente”, diz a nova mensagem (CV, Nº 03).
Partindo de inúmeras citações bíblicas e de outros documentos da Doutrina Social da Igreja, Bento XVI passa a insistir que a caridade, quando iluminada pela luz da verdade, tem um papel fundamental na transformação das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais. Sua força é trazer à luz do dia as relações dúbias, turvas e encobertas, buscando assim soluções viáveis para os desequilíbrios e assimetrias que dividem povos e nações, especialmente nas relações internacionais. Frente à crise atual, as mudanças se fazem necessárias e urgentes. Não basta a assistência social, é preciso avançar para mudanças mais amplas e profundas.
O papa detém-se de modo especial na Populorum Progressio. Se esta procura dar continuidade à Gaudium et Spes, carta magna da Doutrina Social da Igreja, elaborada durante o Concílio Vaticano II, a Caritas in Veritate prossegue com o trinômio desenvolvimento, justiça e paz (capítulo 1). Depois, o texto trata de fazer um diagnóstico sobre o desenvolvimento humano no nosso tempo, com suas contradições e desigualdades flagrantes, mas também com suas potencialidades tecnológicas (capítulo 2). A partir do diagnóstico, traça alguns caminhos que ajudam a entender a fraternidade, o desenvolvimento econômico e a sociedade civil. O fortalecimento desta, em suas várias instituições, movimentos e organizações, ganha importância fundamental frente à crise atual dos Estados (capítulo 3). Da mesma forma que Paulo VI em 1967, o atual pontífice indica o desenvolvimento dos povos, com seus direitos e deveres, incluindo o meio-ambiente, como caminho de solução para os problemas atuais (capítulo 4). Por fim, entre as responsabilidades a serem assumidas, destaca a colaboração da família humana (capítulo 5).
domingo, 5 de julho de 2009
"RUMO À 'ENCÍCLICA SOCIAL' DO PAPA
Estão previstos dois formatos: um de 144 páginas, e outro de 100. A encíclica, segundo o papa, quer ser mais uma contribuição oferecida pela Igreja à humanidade em seu compromisso por um progresso sustentável, no pleno respeito da dignidade humana e das reais exigências de todos.
Na Itália, a encíclica estará nas bancas de jornais com o semanal ‘Família Cristã’, a partir de quinta-feira, com um suplemento de 1,5 euro.
Em sua introdução, o pontífice explica que “retomando os temas sociais contidos na ‘Populorum progressio’, escrita pelo Servo de Deus Paulo VI em 1967, esta encíclica – datada de 29 de junho, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo – quer aprofundar alguns aspectos do desenvolvimento integral em nossos tempos, à luz da caridade na verdade”.
Apresentada à comunidade no Angelus do último dia 29 de junho, é definida ‘Encíclica Social’, em função dos temas em que se inspira e desenvolve, a partir da atualização da mensagem do Papa Paulo VI e interpretando as emergências de hoje. (CM)"
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Museu da corrupção
Veja o link
domingo, 21 de junho de 2009
CNBB: nota contra corrupção na política
*A SUPERAÇÃO DA CORRUPÇÃO NA POLÍTICA: SALVAGUARDA DA ÉTICA E DA DEMOCRACIA “Na verdade, a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1Tm 6,10). Nós, membros do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, reunidos em Brasília, DF, nos dias 16 a 18 de junho de 2009, manifestamos indignação diante das repetidas acusações de corrupção nas instâncias dos Poderes constituídos. A corrupção e a decorrente impunidade constituem grandes ameaças ao sistema democrático. A corrupção aumenta o fosso das desigualdades sociais, como também a miséria, a fome e a pobreza. Além de ferir gravemente o princípio do destino universal dos bens, raramente se tem notícias sobre a restituição dos recursos e bens públicos usurpados. A corrupção trai a justiça e a ética social, compromete o funcionamento do Estado, decepciona e afasta o povo da participação política, levando-o ao desprezo, perplexidade, cansaço, revolta, e ao descrédito generalizado, não somente pelos políticos, mas também pelas Instituições Públicas.A imprensa nacional e os órgãos públicos competentes têm divulgado a prática de comprovada corrupção nos meios políticos como um círculo vicioso, um hábito enraizado na inversão dos meios e do fim da “coisa pública”. Ao mesmo tempo em que a mídia funciona como caixa de ressonância, denunciando os males presentes na vida política, muitas vezes pode semear na opinião pública a idéia da inutilidade do Congresso, desvalorizando a democracia. Diversas instâncias da sociedade civil já se manifestaram em favor da reforma política para, entre outros objetivos, sanar os males da corrupção sedimentados na vida pública. A Igreja quer contribuir para o bem comum, lembrando as exigências éticas do Evangelho. A política é um serviço ao bem comum, na construção da sociedade justa, fraterna e solidária. Os políticos sejam pessoas dotadas de virtudes sociais, como competência, retidão, transparência e espírito de serviço, sendo os primeiros responsáveis pela ordem justa na sociedade. A superação da corrupção exige pessoas e partidos com perfil íntegro para o exercício do mandado público. Convocamos a todos para que, através do Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos (Projeto Ficha Limpa), da Reforma Política e outras mobilizações, possamos garantir eleições regidas pela ética em 2010, fortalecendo a participação e garantindo a credibilidade dos processos democráticos. Nesse sentido, a Igreja oferece, por meio das escolas de Fé e Política, uma concreta e valiosa contribuição. Que Nossa Senhora Aparecida, serva de Deus e da humanidade, ajude o povo brasileiro a combater a corrupção, criando condições para uma sociedade justa e plenamente democrática.
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
O desperdício de alimento e a fome
Veja a matéria completa em http://www.setor3.com.br/jsp/default.jsp?tab=00002&newsID=a4361.htm&subTab=00000&uf=&local=&l=&template=58.dwt&unit=§id=187&testeira=99&sub=3#
Vale a pena ler
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A crise e suas soluções (Escrito por Wladimir Pomar )
Firma-se, supostamente para sorte do mundo, a idéia de que a sociedade americana seria robusta, com uma democracia em pleno funcionamento, capaz de dar solução a seus problemas e aos problemas mundiais punindo os responsáveis, criando regulamentos para impedir desvios idênticos e reconquistando a confiança no sistema.
Omite-se, assim, que tais temas são secundários, e que os problemas centrais da sociedade capitalista americana são problemas estruturais do sistema capitalista, cujas soluções são temporárias, e sempre às custas dos trabalhadores e do resto do mundo.
Os pacotes apresentados para tirar o capital norte-americano da crise, tanto o de Bush, quanto o que foi aprovado pelo Congresso, não visam punir os grandes banqueiros. Como diz Muhammad Yunnus, que criou o Banco dos Pobres, "quem tinha um bilhão continuará tendo um bilhão. Quem tem vários milhões, continuará com alguns milhões. Já os pobres, aqueles que não tinham como pagar uma refeição inteira, em pouco tempo se darão conta de que poderão pagar apenas metade. E são esses os que mais sofrerão com a crise".
O problema conjuntural, na ausência de um potente movimento social de superação do capitalismo, consiste então em saber até que ponto os países emergentes poderão evitar que seus pobres sofram com a desaceleração da economia mundial e, ainda por cima, tenham que pagar as esmolas que o capitalismo dos Estados Unidos e da Europa procurarão conceder aos seus próprios pobres para impedir que eles se mobilizem contra o sistema.
Wladimir Pomar é escritor e analista político.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
"Solução socialista para a crise dos bancos"
"A solução socialista
3. Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social."
Pense: Em momento de crise do sistema financeiro, quando os lucros sumiram, aí é possível "socializar" o rombo dos bancos? Para onde foi o dinheiro dos constantes lucros de anos passados? Por acaso, foi distribuído entre os operários?
Se somarmos os lucros destas instituições nos últimos 10 anos, será que não é possível encontrar a fonte do rombo?
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
7000 mil millones para salvar a los ricos
Hans-Gert Poettering (Alemania, 1945), presidente del Paralemento Europeo ha puesto el dedo en la llaga respecto a la crisis: “No podemos permitir que tras la crisis monetaria, los americanos pongan 700.000 millones de dólares en el sistema bancario, es decir, a unos bancos que ganan dinero para su uso privado. Además, hay otro aspecto. Nunca comprenderé que haya 700.000 millones de dólares de los contribuyentes disponibles para salvar al sistema financiero y no para luchar contra el hambre del mundo. Esto no es aceptable y por esto propongo correcciones.”
La crisis tiene también un lado de purificación.
Durante las últimas semanas no se ha hablado de otra cosa que de la crisis. El otro día leía las conclusiones muy pesimistas de un hombre de negocios. En su opinión la clase política española en general y el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, en particular, no dan muestras de ser conscientes de la que “se nos viene encima”. O nadie les ha contado el alcance real de lo que está pasando o están mirando hacia otro lado. Estaríamos en una crisis de carácter histórico, un crack superior al del 29, que se va a llevar por delante la estructura del mercado, una crisis no sólo europea y norteamericana, sino generalizada, de carácter mundial.Sin embargo desde un punto de vista más espiritual y solidario el panorama no es tan negro: algo parece estar cambiando en el mundo. El lugar que ocupaban las Torres Gemelas, la nueva zona cero de Nueva York, se habría desplazado ahora 50 calles más arriba, a un par de manzanas de imponentes rascacielos que albergan las sedes de los grandes bancos de inversión, los reyezuelos de los últimos tiempos de dinero fácil, sueldos millonarios y excesos de todo tipo, y los villanos -y chocantes víctimas- del último capítulo del tsunami financiero.El dios del capitalismo, la ambición sin medida, ha comenzado a caer de su pedestal. Nada será lo mismo ya en Estados Unidos. “Se ganará menos dinero y se endurecerá la normativa bancaria, hasta que alguien invente la forma de saltársela”, asegura el responsable de un fondo de alto riesgo con sede en Washington. Y dos: tras años de ultraliberalismo fundamentalista, los mercados constatan que el Gobierno -y la regulación- no es el problema, es la solución. La Administración de Bush ha salido al rescate con la mayor intervención pública sobre los mercados que se recuerda. Puede que mayor incluso que la posterior a la crisis de 1929. Los especialistas dicen que eso no es una novedad. Pero no deja de ser curioso que el santuario del liberalismo haya que acudir a medidas “socialistas”, a la intervención del “papá Estado”.Es cierto que los pobres son los primeros que están pagando el desastre. Pero hay datos curiosos, como la espectacular bajada en Estados Unidos de los accidentes de automóviles, porque se saca menos el coche, o la limpieza de indeseables en el mercado económico. Quizás tengamos que sufrir, pero un lado positivo de este terremoto es la “limpieza” o purificación que parece llevar consigo.En este sentido Benedicto XVI ha sido muy claro con su reciente advertencia de que la crisis económica y financiera mundial no exime de aplicar los compromisos adoptados en la lucha contra la pobreza. Ante la anunciada cumbre mundial de la ONU, el Papa acaba de renovar la invitación “para que se tomen y se apliquen con valentía las medidas necesarias para desarraigar la pobreza extrema, el hambre, la ignorancia y el flagelo de las pandemias, que golpean sobre todo a los más vulnerables”.
(original em El alegre cansancio
El blog de Pedro Miguel Lamet)
domingo, 21 de setembro de 2008
Panamá: Bento XVI pede aos bispos que difundam Doutrina Social da Igrej
Bento XVI Recebeu os prelados hoje (19/9/2008) em visita «ad limina»
CASTEL GANDOLFO, sexta-feira, 19 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI pediu hoje aos bispos panamenhos, a quem recebeu na residência pontifícia de Castel Gandolfo por ocasião da visita qüinqüenal «ad limina», que iluminem com os princípios da doutrina cristã a situação que atualmente este país caribenho atravessa.«Em seu país, como em outros lugares, estão vivendo momentos árduos», explicou Bento XVI, e acrescentou que por isso «é particularmente urgente que a Igreja no Panamá não deixe de oferecer luzes que contribuam para a solução dos diligentes problemas humanos existentes, promovendo um consenso moral da sociedade sobre os valores fundamentais.»
Neste sentido, o pontífice lhes pediu que «divulguem o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, que facilita um conhecimento mais profundo e sistemático das orientações eclesiais que particularmente os leigos devem assumir no campo político, social e econômico».
O Papa assinalou como problemas «diligentes» do país «a pobreza, a violência juvenil, as carências educativas, de saúde e de moradia, o surgimento de inumeráveis seitas e a corrupção, que perturbam sua vida e impedem seu desenvolvimento integral».
Também insistiu na importância da evangelização, dada a «crescente secularização da sociedade, como uma configuração do mundo e da humanidade à margem da transcendência, que invade todos os aspectos da vida diária».
Esta secularização, adverte o Papa, «desenvolve uma mentalidade na qual Deus de fato está ausente da existência e da consciência humana e se serve com freqüência dos meios de comunicação social para difundir o individualismo, o hedonismo e as ideologias e costumes que minam os próprios fundamentos do matrimônio, da família e da moral cristã».
Mostrou sua preocupação especialmente pelas famílias, que vivem «o ideal cristão em meio a muitas dificuldades, que ameaçam a solidez do amor conjugal, a paternidade responsável e a harmonia e estabilidade dos lares».
«Nunca serão suficientes os esforços realizados para desenvolver uma pastoral familiar vigorosa», acrescentou.
Também falou da importância da pastoral juvenil vocacional, para que «não faltem sacerdotes que levem os panamenhos a Cristo, fonte de vida em abundância para quem se encontra com Ele».
Neste tema, acrescentou o Papa, «é essencial também um correto discernimento dos candidatos ao presbiterado, assim como o zelo apostólico e o testemunho de comunhão e fraternidade dos sacerdotes».
«Este estilo de vida deve ser cultivado desde o seminário, no qual é preciso priorizar uma séria disciplina acadêmica, espaços e tempos de oração diária, a digna celebração da liturgia, uma adequada direção espiritual e o cultivo intenso das virtudes humanas, cristãs e sacerdotais. Desta maneira, orando e estudando, os seminaristas podem construir neles o homem de Deus que os fiéis têm direito de ver em seus ministros», explicou.
Dos mais de 3,3 milhões de habitantes do Panamá, cerca de 85% são católicos (ZENIT,O mundo visto de Roma, Serviço diario - 19 de setembro de 2008)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Conversamos na aula do dia 26 sobre a midia. Ou, melhor, da empresa mídia. Leiam este texto (clic no link = http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=500JDB001#).
Vale a pena guardar entre os favoritos o endereço do Observatório da Imprensa http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ e toda a semana dar uma passadinha por lá
Abraços
Francisco
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Valor Econômico:
| Ás 14/08/2008 10:47, | |
| Concentração de renda cai, mas diferença entre ricos e pobres continua alta, mostra pesquisa do IBGE | |
| Comentamos na última aula algumas questões sobre a desigualdade social e concentração de renda. Vejam neste artigo alguns dados mais atuais sobre o assunto. Reflitam. Comentem |
domingo, 3 de fevereiro de 2008
O preço de um parlamentar em 2008

(www.agenciabrasil.gov.br)
Unindo todos os gastos, um parlamentar chega a custar para o Estado brasileiro R$ 106,4 mil/mês. O Salário é de 16,5 mil. Quanto é mesmo o salário mínimo, votado pelo parlamentar, para pagar o trabalho do povo?
Leia também:
Congresso já é líder em escândalos http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL65275-5601,00.html
sábado, 15 de dezembro de 2007
Salvar a vida por todas as vidas
É preciso dizer. Esta não é uma manifestação anti-Lula. Votei nele e sinto-me responsável por este momento. Por isso me manifesto e peço aos amigos que multipliquem este texto.
Dom Luiz Cappio está correto em sua ação. Os profetas sempre agiram assim, contra as instituições, quando estas negam seus princípios e colocam-se contra a vida do povo. É na defesa da vida do povo que Cappio arrisca a própria vida. Lula e todas as outras autoridades e meios de comuniciação, com o seu silêncio, gostariam de lavar as mãos e sair impunes de tudo isso. Não é verdade. O presidente, as autoridades e os meios de comunicação têm responsablidade sim, e devem ser cobrados pelo silêncio que impuseram aos fatos. O gesto de Dom Cappio é maior que sua história. Talvez, um dos únicos homens com coragem e visão capaz de perceber o quanto nos afundamos em uma sociedade de interesses econômicos, corrupção e morte. Vida para Dom Cappio. Que parem as máquinas no rio São Francisco
Por favor, envie para todos os seus contatos!
Agradeço
Francisco Surian
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Senado e o caso Renan Calheiros
Para registro:
No dia 12 de setembro de 2007
Os Senadores
envergonharam o Brasil
Depois disso: nenhum senador tem como comprovar o seu voto. Portanto todos envergonharam e envergonham o Brasil. É o ônus de uma votação secreta, todos são cúmplices de seu resultado!!!
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Liturgia ilumina compromisso social, explica cardeal Bertone
Em uma carta, enviada em nome do Papa, à Semana Litúrgica Nacional Italiana
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 28 de agosto de 2007 ( ZENIT.org).- A liturgia não isola, mas ilumina o compromisso social do batizado, explica o cardeal Tarcisio Bertone, em uma carta enviada em nome de Bento XVI.
Com essa mensagem, o secretário de Estado quis fazer-se presente na Semana Litúrgica Nacional Italiana, que se desenvolverá de 27 a 31 de agosto em Espoleto, com o tema «Celebrar na cidade do homem».
«Para viver como cristãos, é necessário harmonizar a fidelidade pessoal a Cristo com a 'cidadania', ou seja, com o compromisso de estar presentes no mundo como suas testemunhas», explica o colaborador mais próximo do Papa na guia da Santa Sé.
«E toda celebração litúrgica – acrescenta –, ajuda a fazer uma leitura sapiencial da história e um discernimento atento dos acontecimentos, pois abre o espírito dos fiéis a essa perspectiva escatológica que permite atuar na cidade terrena olhando além do que é transitório, para vislumbrar a misteriosa presença do Ressuscitado.»
«Os cristãos, através dos séculos, souberam reconhecer tudo o que havia de bom, de verdadeiro, de belo, de positivo nas diferentes sociedades nas quais estavam integrados», recorda o purpurado.
«Conscientes do convite de Cristo a ser 'sal' e 'fermento' da terra, eles se comprometeram, apoiados pelo Espírito Santo, a animar, com a riqueza do amor evangélico, a cultura e as tradições de seu tempo.»
Por este motivo, a carta convida os participantes no encontro a que reflitam sobre como «cumprir esta missão na atual sociedade com uma fidelidade evangélica celebrada na liturgia e vivida na existência cotidiana».
«Para toda geração cristã, a Eucaristia é o alimento indispensável que a sustenta enquanto atravessa o deserto deste mundo, árido por sistemas ideológicos e econômicos que não promovem a vida, mas a mortificam; um mundo onde domina a lógica do poder e do ter, mais que a do serviço e do amor; um mundo onde não raramente triunfa a cultura da violência e da morte», citando a homilia do Papa na passada solenidade do Corpus Christi.
Deste modo, assegura a carta, «uma ativa participação na celebração eucarística faz que o cristão seja mais consciente de sua própria vocação de ser sinal e testemunha de um modo radicalmente novo de atuar no mundo».
«Chamado a contribuir na construção da cidade terrena, compromete-se a favorecer as dinâmicas de participação e responsabilidade, de solidariedade e subsidiariedade no campo econômico e social, que estão a serviço da pessoa e do bem comum», conclui.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Corrupção é culpada pelo desastre em Congonhas. (passara adiante)
Corrupção é culpada pelo desastre em Congonhas.
Francisco Emílio Surian*
Nós brasileiros precisamos pensar para além dos fatos. Não importa no momento se houve ou não desvio de verbas na última reforma feita em Congonhas que teve início em 14 de maio com um custo previsto de 19 milhões de reais (ver matéria em http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL36091-5605,00.html )
Porém, é importante perceber que a corrupção no País tem desviado gorda fatia de todo o orçamento público. Andréa Vianna, em matéria para o Congresso em foco - baseada na pesquisa do professor Marcos Fernandes, coordenador da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e autor de A Economia Política da Corrupção no Brasil - afirma que "a corrupção consome R$ 9,68 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, isto é, quase a metade dos R$ 20 bilhões que representam o total de investimentos previstos no orçamento federal de 2006" (ver http://www.congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=5261). Se não bastasse as verbas desviadas, há ainda o custo corrupção: nos últimos três meses, (para não falar anos), deputados e senadores ganham gordos salários para promover CPI´s. Gastam todo o tempo útil de seus mandatos ou para se defenderem ou para tentarem condenar os corruptos e corruptores. Fazem na verdade um grande circo, pois não há notícias de que todo este movimento tenha conseguido mandar alguém para a cadeia. Pior que isso, em nenhum momento obrigou-se que o dinheiro público fosse devolvido.
Não deveriam os deputados e senadores ocupar o tempo com atividades mais úteis para o nosso país? Não o fazem por causa da corrupção: seja na tentativa de expurgar os culpados do congresso, seja na tentativa da auto defesa, o congresso hoje trabalha em função da corrupção. Qual o custo disso para a Nação? O custo é uma legislação antiquada, que não protege o cidadão das investidas do poder econômico. O custo é o abandono das estradas, dos aeroportos e dos portos. Em vez de trabalhar, legislar e se ocupar com o desenvolvimento do país, os políticos estão ocupados com a corrupção.
Dessa forma, é possível dizer, sem sombra de dúvida, que a corrupção é a grande culpada pelos dois grandes acidentes aéreos que aconteceram em nosso país em menos de um ano. Também é a corrupção culpada por todos aqueles acidentes que ocorreram em nossas estradas por falta de condições de tráfego. Também é a corrupção a culpada pela falta de remédios e leitos nos hospitais. Também é a corrupção a culpada pela falta de escolas para nossas crianças. Também é a corrupção a culpada pela falta de moradia, esgoto, água potável e energia elétrica...
A corrupção chegou a tal ponto, que hoje prejudica a vida de todos os brasileiros. Quantos aviões ainda precisarão cair? Quantas crianças ainda devem morrer de fome e por falta de atendimento nos hospitais? Quantos cidadãos brasileiros ainda precisam ver a vida passar sem futuro, sem escola, sem trabalho e sem pão para que estejamos profundamente indignados com toda esta situação?
È necessário iniciar uma revolução contra a corrupção. É preciso que todos os envolvidos com a corrupção sejam punidos pela lei.
É preciso que nosso povo acorde e tome as ruas, bata latas, mostre a sua indignação, faça greve, paralise o trânsito, bloqueie os aeroportos para mostrar que o povo brasileiro não aceita mais essa palhaçada política. Esta terra é nossa, é do povo, e não dos corruptos. É PRECISO INICIAR UMA REVOLUÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO!
(*Francisco Emílio Surian é teólogo e mestre em comunicação social pela USP)
Leia mais:
O custo da corrupção
A corrupção consome R$ 9,68 bilhões por ano do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, isto é, quase a metade dos R$ 20 bilhões que representam o total de investimentos previstos no orçamento federal de 2006. Com o valor subtraído anualmente dos cofres públicos municipais, estaduais e federais, seria possível construir 538 mil casas populares, que poderiam propiciar moradia de boa qualidade a 2,1 milhões de brasileiros.
A estimativa é do professor Marcos Fernandes, coordenador da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e autor de A Economia Política da Corrupção no Brasil. Segundo ele, o impacto da corrupção nas contas públicas corresponde a 0,5% do PIB, que em 2005 atingiu R$ 1,93 trilhão. O cálculo confronta os índices de percepção da corrupção mundial divulgados pela Transparência Internacional com os índices de produtividade nacional (deduzidos os custos ocultos de transação, que ele chama de "custos de despachante").(Andrea Vianna - Fonte: http://www.congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=5261)
As obras em Congonhas
As obras na pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, começaram por volta das 0h30 desta segunda-feira (14). No mesmo horário, a pista foi interditada para pousos e decolagens e deverá ser liberada em 45 dias. No entanto, os serviços continuarão por mais 90 dias para a execução de obras complementares, fora do horário operacional do aeroporto.
Nesta primeira fase da obra, será efetuada a recuperação geométrica de extensão da pista de pouso e decolagem, com a correção das declividades transversais e longitudinais. Já na segunda fase, os serviços serão realizados durante a madrugada, sem a interdição da pista. Nessa fase haverá a complementação dos trechos das pistas de táxi, área onde as aeronaves realizam manobras, nas alças de interligação das duas pistas, principal e auxiliar. O custo da obra será de aproximadamente R$ 19 milhões. (Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL36091-5605,00.html )
segunda-feira, 16 de julho de 2007
LA ELIMINACION DE LA POBREZA ES UN COMPROMISO MORAL
CIUDAD DEL VATICANO, 14 JUL 2007 (VIS).-Hoy se hizo público el discurso del arzobispo Silvano Tomasi, observador permanente de la Santa Sede ante la Oficina de las Naciones Unidas e Instituciones Internacionales en Ginebra, durante la Sesión de Fondo 2007 del Consejo Económico Social de las Naciones Unidas (ECOSOC).
En su discurso, pronunciado el pasado 4 de julio, el arzobispo Tomasi afirmó que "si la comunidad internacional quiere lograr un desarrollo humano integral debe seguir esforzándose para afrontar la situación de las personas que se hallan atrapadas por la pobreza y buscar nuevos modos y medios para liberarlas de sus consecuencias destructivas".
"La eliminación de la pobreza -continuó- requiere una integración entre los mecanismos que producen riqueza y los mecanismos para la distribución de sus beneficios a nivel internacional, regional y nacional".
El observador permanente señaló que "los proyectos de las instituciones multilaterales y países desarrollados para reducir la pobreza y mejorar el crecimiento en las regiones pobres (...) han hecho algún progreso, aunque limitado".
Tras poner de relieve que "la eliminación de la pobreza es un compromiso moral", el arzobispo concluyó afirmando que "las diferentes religiones y culturas consideran este objetivo la tarea más importante porque libera a las personas de mucho sufrimiento y marginación, las ayuda a vivir juntas y en paz, y proporciona a los individuos y a las comunidades la libertad para proteger su dignidad y contribuir activamente en el bien común".
DELSS/POBREZA/TOMASI:GINEBRA VIS 070716 (250)
sábado, 30 de junho de 2007
Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso da população, em comparação com Parlamentos de onze países
O Congresso brasileiro é o mais caro por habitante, segundo levantamento da Transparência Brasil sobre os Orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país.
A pesquisa da Transparência Brasil comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Portugal.
Em 2007, o Brasil destinou para a manutenção do mandato de cada um de seus 594 parlamentares federais quase quatro vezes a média do gasto dos parlamentos europeus e do canadense. Pelos padrões europeus de gasto parlamentar, o orçamento do Congresso brasileiro - equivalente a R$ 11.545,04 por minuto - poderia manter o mandato de 2.556 integrantes.
Se for levado em conta o custo absoluto do Congresso brasileiro por habitante (R$ 32,49), ele seria o terceiro mais caro do mundo, atrás do italiano (R$ 64,46) e do francês (R$ 34,00). O Brasil fica mais caro, porém, se for calculado o peso desse custo no bolso de cada habitante por duas medidas importantes para comparar economias nacionais - o salário mínimo e o PIB per capita. No Brasil, gasta-se dez vezes, em relação ao salário mínimo, o que se gasta na Alemanha ou no Reino Unido. Comparado ao PIB per capita, o gasto nacional é mais de oito vezes maior que o espanhol.
O mandato de cada parlamentar brasileiro custa hoje 2.068 salários mínimos - mais que o dobro do que ocorre no México, segundo colocado entre os países pesquisados, e 37 vezes o gasto proporcional ao salário mínimo registrado na Espanha.
Embora não tenham sido levantados neste estudo os custos diretos do mandato - salário, benefícios, assessores e verbas indenizatórias -, é possível comparar os gastos verificados na Câmara dos Deputados (R$ 101 mil mensais) aos da Câmara dos Comuns britânica (R$ 600 mil por ano). Cada parlamentar brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar de um país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil.
Mesmo se não houvesse Senado - a Casa mais cara do mundo por membro, segundo o levantamento -, o Brasil ainda teria um dos Legislativos mais caros existentes. O Orçamento de um Congresso unicameral seria menor que o do Parlamento italiano, o terceiro da lista.
O levantamento reforça a percepção de que os integrantes das Casas legislativas brasileiras perderam a noção de proporção entre o que fazem e o país em que vivem.
A íntegra do levantamento pode ser encontrada aqui.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
DEMOCRACIA E ÉTICA
| Nota da CNBB sobre o momento político nacional |
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| Segue a nota da CNBB sobre o momento político atual, aprovada dia 21 de junho, durante a Reunião do Conselho Permanente. Nota da CNBB sobre o momento político nacional Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acompanhamos, perplexos, com todo o povo brasileiro, o momento político atual. São freqüentes as denúncias de corrupção em várias instâncias dos Três Poderes. Cresce a indignação ética diante da violação de valores fundamentais para a sociedade. A ambição desmedida de riqueza e de poder leva à corrupção. A denúncia do profeta Isaías vale também hoje: "eles gostam de subornos, correm atrás de presentes; não fazem justiça ao órfão e a causa da viúva nem chega até eles" (Is 1,23). Por isso, as palavras do apóstolo Paulo são apropriadas para este momento: "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12,21). A corrupção e a impunidade estão levando o povo ao descrédito na ação política e nas instituições, enfraquecendo a democracia. A crise, decorrente da falta de consciência moral, é estimulada pela ganância e marcada pelos corporativismos históricos, que utilizam as estruturas de poder para benefício próprio e de grupos. Os empobrecidos são os mais prejudicados com o desvio das verbas públicas. Os poderes constituídos precisam assumir sua responsabilidade diante da corrupção e da impunidade. Urge também uma profunda reforma do atual sistema político, não limitada à revisão do sistema eleitoral. É necessário aprimorar os mecanismos da democracia representativa e favorecer a democracia participativa; a regulamentação do Art. 14 da Constituição Federal oferece esta possibilidade de participação por meio de referendos, plebiscitos e conselhos. A experiência de participação popular na política é uma conquista e um patrimônio precioso da sociedade. O povo brasileiro precisa recuperar a esperança. A credibilidade e a legitimidade de nossas instituições serão asseguradas pela apuração da verdade dos fatos, pela restituição dos bens públicos apropriados ilicitamente e pela punição dos delituosos. Queremos estimular os cristãos que, em nome da sua fé, se engajam no mundo da política, dizendo-lhes que vale a pena dedicar-se à nobre causa do bem comum. O exercício responsável da cidadania é um imperativo ético para todos. Conclamamos as pessoas de boa vontade e as organizações da sociedade a se posicionarem com coragem, repudiando os desmandos e a impunidade, construindo uma convivência social sadia e velando pelo exercício do poder com honestidade. Esta crise política poderá se tornar uma ocasião de amadurecimento das instituições democráticas do País, se levar a um comprometimento maior com a verdade que nos liberta e com a luta por um Brasil justo, solidário e livre, onde "justiça e paz se abraçarão" (Sl 85,11). Brasília, 21 de junho de 2007. Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB |
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Regenerar a política
| Regenerar a política |
| Neste final de semana o Conselho de Leigos da diocese de Jales reúne vereadores, para um encontro de reflexão. Assuntos não faltam. A região se vê na iminência de se transformar num grande canavial, tal o ímpeto de implantação de novas usinas para a produção de álcool, bafejado pelos ventos favoráveis dos agrocombustíveis. E está na ordem do dia a reforma política, colocada agora em votação na Câmara Federal. Os vereadores deveriam ser os primeiros interessados nesta reforma. Pois a política tem o seu nascedouro nos municípios. Como no plantio da cana é urgente preservar as nascentes e os córregos, protegendo-os com matas ciliares, assim na política. Se queremos que ela retome vitalidade, é preciso começar por suas raízes. Elas se encontram na participação cidadã em torno das políticas públicas municipais. Ao seu redor é possível estruturar, de maneira organizada, a articulação dos eleitores em torno de causas públicas, que são de interesse comum. Aí nasce a verdadeira política, que pode ir ampliando seu campo de ação, até abranger o âmbito dos respectivos estados e a federação. Desta maneira, o bem público se tornaria o eixo estruturador da aplicação dos recursos estatais, e se tornaria o antídoto contra a permanente tentação da apropriação indébita desses recursos para interesses particulares, que se traduz na corrupção, que possui um incentivo inato para se desenvolver na medida em que, exatamente, definha a articulação consciente e organizada dos cidadãos em torno das causas públicas. Quanto menor a participação política dos eleitores, tanto maior o espaço de corrupção. Se queremos estancar a corrupção, não basta punir os corruptos. E' preciso ocupar os espaços públicos com políticas adequadas de aplicação dos recursos estatais para causas de verdadeiro interesse comum, definido a partir da formulação conjunta de objetivos públicos. Aí tomam sentido os partidos, que se tornariam protagonistas legítimos da articulação política dos cidadãos. A reforma política ora em discussão tem o seu foco na Câmara Federal. A tentativa é aprovar uma reforma que não precise alterar a Constituição, dada a dificuldade de conseguir o quórum requerido para mudanças constitucionais. A grande preocupação é definir a maneira de eleger os deputados federais. A proposta mais próxima de um consenso consiste na votação em listas, que os partidos elaborariam, deixando aos eleitores a opção de votarem numa das listas propostas. Se isto conduzir para o fortalecimento dos partidos, valeria a pena. Mas dá arrepio pensar que as "listas fechadas" acabarão fortalecendo o caciquismo partidário, matando a participação popular. São evidentes as limitações de uma reforma que não tem a disposição de mudanças fundamentais, pelo medo de enfrentar o quórum constitucional. Corre o risco de parecer mero arranjo conjuntural, para contornar o crescente descrédito do legislativo, em decorrência dos freqüentes escândalos de corrupção que vêm à tona. Do Senado às Câmaras municipais, a política se transformou em escola de barganha do dinheiro público. Desta maneira, perde eficácia o Estado, as instituições se corrompem, e quem leva prejuízo é o povo. Por mais importante que seja a composição das representações políticas, que se traduzem na composição do Senado e da Câmara Federal, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, se não crescer a participação direta e permanente dos eleitores, a política continua exposta às múltiplas formas de corrupção que sempre encontram maneiras de se concretizarem. Com Nicodemos Jesus foi radical. "E' preciso nascer de novo". Está na hora de regenerar por completo a política. Este o verdadeiro objetivo da reforma, que não deveria se limitar a meros arranjos eleitorais. Dom Demétrio Valentini - Bispo de Jales-SP 22/06/2007 |
sexta-feira, 1 de junho de 2007
MENSAGEM DA V CONFERÊNCIA GERAL AOS POVOS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE
De 13 a 31 de maio de 2007 estivemos reunidos na V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, inagurada com a presença e a palavra do Santo Padre Bento XVI.
Nos nossos trabalhos, realizados em ambiente de fervente oração, fraternidade e comunhão afetiva, buscamos dar continuidade ao caminho de renovação percorrido pela Igreja católica desde o Concilio Vaticano e nas anteriores quatro Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano e do Caribe.
Ao terminar esta V Conferência lhes anunciamos que asumimos o desafio de trabalhar para dar um novo impulso e vigor à nossa missão em e a partir da América Latina e Caribe.
1. Jesus Caminho, Verdade e Vida.
" Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida " (Jo 14,6)
Diante dos desafios que nos propõe esta nova época na que estamos imersos, renovamos a nossa fé, proclamando com alegria a todos os homens e mulheres do nosso continente: Somos amados e remidos em Jesus, Filho de Deus, o Ressuscitado vivo no meio de nós; por Ele podemos ser livres do pecado, de toda escravidão e viver em justiça e fraternidade. Jesus é o caminho que nos permite descobrir a verdade e alcançar a plena realização de nossa vida!
2. Chamados ao seguimento de Jesus.
" Foram, viram onde vivia, e permaneceram com ele " (Jo 1,39)
O primeiro convite que Jesus faz a toda pessoa que viveu o encontro com Ele é o de ser seu discípulo, para colocar os seus passos sobre as suas pegadas e formar parte da sua comunidade. A nossa maior alegria é ser seus discípulos! Ele chama cada um de nós pelo próprio nome, conhecendo profundamente a nossa história (cf. Jo 10,3), para conviver com Ele e enviar-nos a continuar a sua missão (cf. Mc 3, 14-15).
Sigamos o Senhor Jesus! Discípulo é aquele que, tendo respondido a este chamado, o segue passo a passo pelos caminhos do Evangelho. No seguimento, ouvimos e vemos o acontecer do Reino de Deus, a conversão de cada pessoa, ponto de partida para a transformação da sociedade e se abrem para nós os caminhos da vida eterna. Na escola de Jesus aprendemos uma "vida nova", dinamizada pelo Espírito Santo e refletida nos valores do Reino.
Identificados com o Mestre, a nossa vida é movida pelo impulso do amor e no serviço aos demais. Este amor implica uma contínua opção e discernimento para seguir o caminho das Bem-aventuranças (cf. Mt 5, 3-12; Lc 6, 20-26). Não temamos a cruz que supõe a fidelidade ao seguimento de Jesus Cristo, pois ela está iluminada pela luz da Ressurreição. Desta forma, como discípulos, abrimos caminhos de vida e esperança para nossos povos que sofrem pelo pecado e por todo tipo de injustiças.
O chamado a ser discípulos-missionários exige de nós uma decisão clara por Jesus e seu Evangelho, coerência entre a fé e a vida, encarnação dos valores do Reino, inserção na comunidade, e ser sinal de contradição e novidade em um mundo que promove o consumismo e desfigura os valores que dignificam o ser humano. Em um mundo que se fecha ao Deus do amor, somos uma comunidade de amor, não do mundo, mas no mundo e para o mundo (cf. Jo 15, 19; 17, 14-16)!
3. O discipulado missionário na pastoral da Igreja
" Ide e fazei discípulos todos os povos " (Mt 28,19)
Constatamos como o caminho do discipulado missionário é fonte de renovação da nossa pastoral no Continente e novo ponto de partida para a Nova Evangelização dos nossos povos.
Uma Igreja que se faz discípula
Da parábola do Bom Pastor aprendemos a ser discípulos que se alimentam da Palavra: "As ovelhas o seguem porque conhecem sua voz" (Jo 10,4). Que a Palavra de Vida (cf. Jo 6, 63) saboreada na Leitura Orante e a celebração e vivência do dom da Eucaristia nos transformem e nos revelem a presença viva do Ressuscitado que caminha conosco e atua na história.
Com firmeza e decisão continuaremos exercendo a nossa tarefa profética discernindo onde está o caminho da verdade e da vida. Levantando a nossa voz nos espaços sociais dos nossos povos e cidades, especialmente a favor dos excluídos da sociedade. Queremos estimular a formação de políticos e legisladores cristãos para que contribuam na construção de uma sociedade justa e fraterna, de acordo com os princípios da Doutrina Social da Igreja.
Uma Igreja formadora de discípulos e discípulas
Todos na Igreja estamos chamados a ser discípulos e missionários. É necessário formar-nos e formar todo o Povo de Deus para cumprir com responsabilidade e audácia esta tarefa.
A alegria de ser discípulos e missionários se percebe de modo especial onde fazemos comunidade fraterna. Estamos chamados a ser Igreja de braços abertos, que sabe acolher e valorizar cada um de seus membros. Por isso, alentamos os esforços que são feitos nas paróquias para ser "casa e escola de comunhão", animando e formando pequenas comunidades e comunidades eclesiais de base, assim como nas associações de leigos, movimentos eclesiais e novas comunidades.
Propomo-nos reforçar a nossa presença e proximidade. Por isso, em nosso serviço pastoral, convidamos a dedicar mais tempo a cada pessoa, escutá-la, estar ao seu lado nos seus acontecimentos importantes e ajudar a buscar com ela as respostas às suas necessidades. Façamos que todos, ao ser valorizados, possam sentir-se na Igreja como em sua própria casa.
Ao reafirmar o compromisso com a formação de discípulos e missionários, esta Conferência se propôs atender com mais cuidado as etapas do primeiro anúncio, a iniciação cristã e o amadurecimento na fé. A partir do fortalecimento da identidade cristã, ajudemos a cada irmão e irmã a descubrir o serviço que o Senhor lhe pede na Igreja e na sociedade.
Em um mundo sedento de espiritualidade e conscientes da centralidade que ocupa a relação com o Senhor na nossa vida de discípulos, queremos ser uma Igreja que aprende a rezar e ensina a rezar. Uma oração que nasce da vida e do coração e é ponto de partida de celebrações vivas e participativas que animam e alimentam a fé.
4. Discipulado missionário ao serviço da vida
" Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância " (Jo 10,10).
Do cenáculo de Aparecida nos dispomos a empreender uma nova etapa de nosso caminhar pastoral declarando-nos em missão permanente . Com o fogo do Espírito vamos inflamar de amor o nosso Continente: "Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas… até os confins da terra" (At 1,8).
Em fidelidade ao mandato missionário
Jesus convida todos a participar de sua missão. Que ninguém fique de braços cruzados. Ser missionário é ser anunciador de Jesus Cristo com criatividade e audácia em todos os lugares onde o Evangelho não foi suficientemente anunciado ou acolhido, especialmente nos ambientes difíceis e esquecidos e além de nossas fronteiras.
Como fermento na massa
Sejamos missionários do Evangelho não só com a palavra, mas principalmente com a nossa própria vida, entregando-a no serviço, inclusive até o martírio.
Jesus começou sua missão formando uma comunidade de discípulos missionários, a Igreja, que é o início do Reino. Sua comunidade também foi parte do seu anúncio. Inseridos na sociedade, façamos visível o nosso amor e solidariedade fraterna (cf. Jo 13,35) e promovamos o diálogo com os diversos atores sociais e religiosos. Em uma sociedade cada vez mais plural, sejamos integradores de forças na construção de um mundo mais justo, reconciliado e solidário.
Servidores da mesa partilhada
As agudas diferenças entre ricos e pobres nos convidam a trabalhar com maior empenho para ser discípulos que sabem partilhar a mesa da vida, mesa de todos os filhos e filhas do Pai, mesa aberta, inclusiva, na qual não falte ninguém. Por isso reafirmamos nossa opção preferencial e evangélica pelos pobres.
Nos comprometemos a defender os mais fracos, especialmente as crianças, os enfermos, os incapacitados, os jovens em situações de risco, os anciões, os presidiários, os migrantes. Velamos pelo respeito ao direito que têm os povos de defender e promover "os valores subjacentes em todos os estratos sociais, especialmente nos povos indígenas" (Bento XVI, Discurso em Guarulhos No. 4). Queremos contribuir para garantir condições de vida digna: saúde, alimentação, educação, moradia e trabalho para todos.
A fidelidade a Jesus exige de nós combater os males que causam dano ou destroem a vida, como o aborto, as guerras, o seqüestro, a violência armada, o terrorismo, a exploração sexual e o narcotráfico.
Convidamos todos os dirigentes de nossas nações a defender a verdade e a velar pelo inviolável e sagrado direito à vida e à dignidade da pessoa humana, da concepção até a morte natural.
Colocamos à disposição de nossos países os esforços pastorais da Igreja para contribuir na promoção de uma cultura da honestidade que repare a raiz das diversas formas de violência, enriquecimento ilícito e corrupção.
Em coerência com o projeto do Pai criador, convocamos todas as forças vivas da sociedade para cuidar da nossa casa comum, a Terra, ameaçada de destruição. Queremos favorecer um desenvolvimento humano e sustentável, baseado na justa distribuição das riquezas e na comunhão dos bens entre todos os povos.
5. Rumo a um continente da vida, do amor e da paz
"Nisto conhecerão todos que são discípulos meus" (Jo 13,35)
Nós, participantes na V Conferência Geral em Aparecida e junto com toda a Igreja "comunidade de amor", queremos abraçar todo o continente para transmitir-lhe o amor de Deus e o nosso. Desejamos que este abraço alcance também o mundo inteiro.
Ao terminar a Conferência de Aparecida, no vigor do Espírito Santo, convocamos todos os nossos irmãos e irmãs para que, unidos, com entusiasmo, realizemos a Grande Missão Continental. Será um novo Pentecostes que nos impulsione a ir, de modo especial, em busca dos católicos afastados e dos que pouco ou nada conhecem Jesus Cristo, para que formemos com alegria a comunidade de amor do nosso Deus e Pai. Missão que deve chegar a todos, ser permanente e profunda.
Com o fogo do Espírito Santo, avancemos construindo com esperança a nossa história de salvação no caminho da evangelização, tendo em torno a nós tantas testemunhas (cf. Hb 12, 1), que são os mártires, santos e beatos do nosso continente. Com o seu testemunho nos mostraram que a fidelidade vale a pena e é possível até o fim.
Unidos a todo o povo orante, confiamos a Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, primeira discípula e missionária ao serviço da vida, do amor e da paz, invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora de Guadalupe, o novo impulso que brota a partir de hoje em toda a América Latina e Caribe, sob o sopro do novo Pentecostes para a nossa Igreja a partir desta V Conferência que aqui celebramos.
Em Medellín e em Puebla terminamos dizendo: "CREMOS". Em Aparecida, como o fizemos em Santo Domingo , proclamamos com todas as nossas forças: CREMOS E ESPERAMOS.
Esperamos…
Ser uma Igreja viva, fiel e crível, que se alimenta na Palavra de Deus e na Eucaristia.
Viver o nosso ser cristão com alegria e convicção como discípulos-missionários de Jesus Cristo.
Formar comunidades vivas que alimentem a fé e impulsionem a ação missionária.
Valorizar as diversas organizações eclesiais em espírito de comunhão.
Promover um laicato amadurecido, corresponsável com a missão de anunciar e fazer visível o Reino de Deus.
Impulsionar a participação ativa da mulher na sociedade e na Igreja.
Manter com renovado esforço a nossa opção preferencial e evangélica pelos pobres.
Acompanhar os jovens na sua formação e busca de identidade, vocação e missão, renovando a nossa opção por eles.
Trabalhar com todas as pessoas de boa vontade na construção do Reino.
Fortalecer com audácia a pastoral da família e da vida.
Valorizar e respeitar nossos povos indígenas e afro-descendentes.
Avançar no diálogo ecuménico "para que todos sejam um", como também no diálogo inter-religioso.
Fazer deste continente um modelo de reconciliação, de justiça e de paz.
Cuidar da criação, casa de todos, em fidelidade ao projeto de Deus.
Colaborar na integração dos povos da América Latina e do Caribe.
Que este Continente da esperança seja também o Continente do amor, da vida e da paz!
Aparecida – Brasil, 29 de maio de 2007.
(fonte:www.br.celam.info)
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Mário Soares: o futuro da democracia depende da seriedade das políticas públicas
As plutocracias às quais se referiu o líder socialista dizem respeito a um regime onde o dinheiro tem mais peso do que os princípios legais que alicerçam a democracia. Lembrou declaração do ex-primeiro-ministro da França, Lionel Jospin: ‘economia de mercado sim, desde que controlada pelo poder do Estado’. Porque numa democracia, o único império que deve existir é o da lei”, frisou Soares.
(fonte: http://www.portugaldigital.com.br/sis/noticia.kmf?noticia=6117539&canal=159)